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  • Foto do escritorFelipe Schadt

Enfim tive coragem de encerrar minha conversa com Deus



> Algumas pessoas enxergam exagero na minha devoção por Paul David Hewson - mundialmente conhecido por Bono. Talvez até seja, mas eu passarei a vida achando essa idolatria extremamente normal.


Tive e tenho muitos heróis na vida. Mas ele é um super-herói. Me salvou tantas e tantas vezes e ele nem faz ideia disso. Ou faz. Eu não duvido desse cara.


Quando seu livro de memórias foi anunciado eu tremi na base. Meu medo era encontrar no meio de suas páginas um Bono diferente da ideia que fiz dele na minha cabeça. Bom… meu receio estava meio certo.


A Bíblia sagrada tinha uma função clara de fazer uma bela propaganda de Jesus. Transformar o homem de Nazaré em um Deus encarnado. Já essa Bíblia aqui - o livro do Bono - faz o contrário: mostra como o meu super-herói é apenas um homem do lado norte de Dublin.


Em suas páginas, Bono faz questão de não se levar a sério. Faz questão de mostrar suas entranhas. Seus defeitos e seu complexo de Messias megalomaníaco. É… eu sei.


Se ele queria se fazer menos divino pra mim, falhou miseravelmente. O que ele fez com essas memórias compartilhadas foi me aproximar ainda mais do cara que num dia chuvoso de outubro, girou os calcanhares, apontou pra mim, me abençoou e me deu o dia mais feliz da minha existência em forma de um óculos Oliver Peoples Azul.


Foi uma conversa que eu não queria que acabasse. Relutei para fazê-la durar. Dei uma pausa na leitura e fui ouvi-lo pessoalmente em seu show solo em NYC. “Deus está contando sua história pra mim acompanhado de um violoncelo”. Quando o show acabou, eu queria menos ainda encerrar esse papo.


Mas o fim do diálogo chegou. E foi um diálogo mesmo. Ele me fez sentir sentado numa mesa de bar ouvindo uma das pessoas mais extraordinárias do planeta falar entre um gole e outro uma caneca de Guinness.


Aprendi um bocado com esse papo. Chorei muitas vezes. Ri outras tantas. Mas o final do livro, a última frase dessa sagrada escritura dizia assim: “Obrigado professores da Escola Experimental Mount Tample, sigo sendo aluno de vocês”.

Eu sou professor. E acho que você consegue entender agora a minha devoção por esse sujeito.


Conhecimento é conquista! -FS



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