• Felipe Schadt

A onda de ódio chegará ao fim?

Após vitória de Bolsonaro, dezenas de casos de violência em nome do novo presidente foram registrados.

Imagem: Jeckson Fernandes

Quem diria que o capitão reformado do exército, Jair Messias Bolsonaro, seria o 38º presidente do Brasil? Há uns quatro anos (no impeachment da Dilma), enquanto ele trazia à sua fala um dos maiores torturadores que o Regime Militar produziu, além das vaias e repúdio de muita gente, ninguém imaginaria que mais da metade da população daria a esse sujeito o cargo máximo da nação. Pois é, mas deu!

Os relatos de ameaças e postagens preconceituosas e com discurso de ódio pipocaram nas redes sociais nas últimas 48 horas. Um claro reflexo do que foi a campanha de Bolsonaro.

Se você faz parte dos 57.797.847 eleitores, nada mais justo do que comemorar. Afinal de contas, sua vontade foi a vencedora. Agora, se você faz parte dos 47.040.906 eleitores que escolheram Fernando Haddad, sua missão agora é fazer oposição. (1)

Mas em nenhum dos casos você deve se armar com ódio.


Após a vitória de Bolsonaro, vários casos bizarros começaram a pipocar na mídia. Em Salvador-BA, quatro pessoas foram baleadas por um policial militar que participava, à paisana, das comemorações. Ele se envolveu em uma discussão e disparou sua arma, atingindo quatro pessoas. (2)


Em Pernambuco, uma escola e um posto de saúde indígena foram incendiados horas depois do anúncio da vitória do candidato do PSL. As investigações estão em curso, mas os atingidos acreditam que as falas de Bolsonaro contra minorias incentivaram as agressões. (3)


Já em São Paulo, no Largo da Batata, uma eleitora do PT foi agredida por policiais após confusão causada pela notícia da derrota de Fernando Haddad. O vídeo mostra a menina que, após ver eleitores de Bolsonaro comemorando, perdeu o controle e terminou sendo agredida com golpes de cassetete da PM. (4)


Os relatos de ameaças e postagens preconceituosas e com discurso de ódio pipocaram nas redes sociais nas últimas 48 horas. Um claro reflexo do que foi a campanha de Bolsonaro, baseada no grito e no incentivo à violência contra os seus contrários. Ou dá para esquecer a célebre frase “Vamos fuzilar a petralahada aqui do Acre” (5), ou o discurso por telefone aos seus apoiadores na Av. Paulista (6)?


É. Realmente os atos dos últimos dois dias são a planta que o Brasil está colhendo por escolher um presidente que nunca escondeu suas características violentas. Mas uma ora o ódio precisa acabar.


Do lado dos bolsonaristas não dá para esperar muita coisa. Eles compraram o discurso e de certa maneira concordam com ele. Mas alguém precisa dar o primeiro passo. E acredito que esse passo virá com mais facilidade do outro lado. Mas como?


O tempo é sim de luta. Luta para manter os direitos adquiridos, luta para conquistar novos direitos, luta pela sobrevivência social das minorias, luta pela manutenção da democracia e, principalmente, luta pelo fim do ódio. Lutar é um verbo que deverá ser conjugado nos próximos anos com muita força nas ruas, em casa, no trabalho, na escola, no congresso... Mas para essa luta é preciso se armar de amor.


Se de um lado há o ódio, que o outro enfrente isso com amor. Se de um lado pregam a violência, que o outro pregue a paz. Não dá para vencer o ódio com mais ódio. Tão óbvio.


Então, para você que está se sentindo triste, desolado, desesperado. Para! Levanta a cabeça e respira fundo. Revista-se de conhecimento, carrega seu coração de amor e vá para a luta! Não será fácil. Não mesmo. Mas alguém precisa levantar essa bandeira. Que seja, então, você!


Amor e Luta. Os tempos agora pedem isso.


Conhecimento é Conquista -FS

Fontes:

(1) http://www.tse.jus.br/

(2) https://goo.gl/1vhZ3Q

(3) https://goo.gl/LZL2wJ

(4) https://goo.gl/QMcMDB

(5) https://goo.gl/1F7DWU

(6) https://goo.gl/GV4ZTS

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© 2020 por FELIPE SCHADT.

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