Leia também no Instagram

  • Instagram - White Circle

Um Web-LIvro de Felipe Schadt

Ilustrações de Jeckson Fernandes

A Novíssima República

Interlúdio 1

"A III Guerra Mundial pt. 1"

*Esta é um obra de ficção e qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência*

onisciente.gov.br - Via Governo Federal

 

#História #Política

Terceira Guerra Mundial

Guerra mundial que ocorreu entre abril e agosto de 2021

Data: 21 de abril de 2021 - 13 de agosto de 2021

 

Local: Brasil, Venezuela, Estados Unidos, Europa, Rússia e China

 

Desfecho: Vitória do Movimento Verde:

 

-     Fim do regime Marcusi na Venezuela e controle dos EUA sob o comércio de petróleo local

-     Colapso hídrico na União Europeia e imigração em massa de europeus para países africanos

-     Tomada muçulmana da Europa

-     Criação da União Asiática liderada por Rússia e China e anexação da Oceania ao bloco

-     Brasil com o controle de todo o continente sul-americano exceto da Venezuela

-     Destruição da Amazônia após ataque nuclear da União Asiática

Beligerantes

 

Movimento Verde: Brasil, EUA, México e Japão

Tratado Vermelho: Venezuela, União Europeia, Oriente Médio, Rússia, China e Oceania

Bloco Neutro: América do Sul, Canadá, África

A história (Parte 1):

 

     Em 02 de fevereiro de 2020, a União Europeia sinaliza oficialmente para a ONU que a região sofrerá com a falta total de água potável nos próximos cinco anos para o continente. A crise hídrica europeia havia sido escondida da população para evitar pânico e não colapsar o mercado financeiro, mas um pronunciamento do chanceler alemão Adam Manteuffel, dado em 30 de novembro de 2019, deixou a Alemanha em alerta e as especulações na Europa começaram a fervilhar. Grupos na internet começaram a pressionar a opinião pública que, por sua vez, causou pressão na liderança da União Europeia e o bloco econômico precisou se explicar sobre a suposta crise. No dia 31 de janeiro de 2020, uma manifestação conjunta em vários países da Europa pediam esclarecimentos imediatos do governo sobre se havia ou não o risco da falta de água. O pronunciamento oficial veio dois dias depois em uma reunião extraordinária feita na ONU.

 

     Cinco ações pós pronunciamento foram tomadas pela União Europeia: Racionamento extremo de água; investimento nas pesquisas de dessalinização da água do mar; captação de água da chuva; despoluição dos rios navegáveis; e busca por bacias hidrográficas capazes de abastecer o continente. De todas as alternativas, o racionamento extremo foi o que mais causou problemas aos países do bloco, afetando diretamente no turismo e prejudicando a indústria. O racionamento obrigava o consumo doméstico ser reduzido em 50%, enquanto o consumo industrial deveria ser reduzido em 30%. Esse problema fez com que empresas transferissem suas atividades para países africanos. As indústrias europeias investiram na perfuração de poços artesianos na África, num movimento chamado de Colonização 2.0.

 

     A Europa perdia cada vez mais dinheiro com a evacuação em massa das principais indústrias e as pesquisas para transformar água do mar em água potável não estavam surtindo efeito e demandavam cada vez mais dinheiro. Sem suas empresas que descobriram na África água suficiente para manter a produção e uma mão de obra extremamente barata, a Europa estava à deriva. Quem ofereceu dinheiro para o financiamento de pesquisas de dessalinização foi o Oriente Médio que, em troca, queria que fosse oferecido pelo bloco europeu vistos e cidadania para muçulmanos que quisessem migrar para a Europa. A ideia do Oriente Médio era transformar a região em um continente islâmico e, mesmo com a falta de água nos países europeus, entendia que o controle sobre o velho continente era simbólico e historicamente valioso.

 

     A proposta oficial do Oriente Médio foi feita em 10 de Janeiro de 2021, mas a União Europeia não aceitou os termos de distribuição em massa de vistos e cidadanias para muçulmanos. Sem o dinheiro árabe, a Europa teve que tentar outra alternativa: buscar bacias hidrográficas capazes de  abastecer a sua população. A África era o caminho mais lógico, porem a água que havia no continente não seria suficiente para abastecer a indústria que já estava lá, e que havia atraído empresas de vários outros países, como EUA e China, e o povo europeu. A solução veio após o presidente francês Elói Morin indicar em uma reunião especial na ONU que o Brasil poderia ajudar a resolver esse problema.

 

     O Brasil possui dois dos maiores aquíferos do mundo, o Guarani e o Alter do Chão. Felizmente essas duas reservas de água poderiam abastecer facilmente tanto o território brasileiro, que não sofre com a falta do recurso, quanto o povo europeu. Só o Alter do Chão, na região da Amazônia, conseguiria abastecer em 100 vezes a população mundial. É um dever do Brasil para com o mundo dividir essa água com o resto do planeta. Disse Morin em seu discurso nas Nações Unidas. O pedido formal da União Europeia por ajuda do Brasil veio no dia 27 de fevereiro de 2021 e a reação do presidente eleito em 2018, Jeremias Boaventura, foi quase que imediata. Os recursos naturais do Brasil pertencem aos brasileiros, disse o presidente através do Twitter.

 

     A declaração presidencial não soou bem na ONU que imediatamente pediu uma reunião com o presidente brasileiro e os líderes da União Europeia. Os EUA reagiram ao conflito que se iniciava mostrando apoio ao Brasil. O presidente norte-americano, David Templeton, chegou a fazer uma ligação para o Palácio do Planalto oferecendo respaldo internacional aos interesses brasileiros. No dia 02 de março, a Casa Branca enviou seu secretário de Estado para conversar com o presidente Boaventura e tratar da parceria. No dia 03 de março de 2021, Jeremias Boaventura foi até a sede da ONU para a reunião com a União Europeia.

 

     Os países europeus queriam ter acesso a 10% do aquífero Alter do Chão, alegando que a água brasileira era um recurso planetário e deveria ser dividido com todo o mundo. O discurso do presidente francês ressoava na internet e a opinião pública brasileira, inflamada pelo nacionalismo que fez Boaventura chegar à presidência, não queria que o Aquífero amazônico fosse invadido pelos europeus. Não deixem eles nos invadirem outra vez e #AáguaÉnossa! eram as palavras de ordem entre os brasileiros.

 

     Com apoio da população e respaldo dos americanos, o presidente do Brasil negou ceder a exploração do Aquífero Alter do Chão sem nenhuma contrapartida. Sem dinheiro para oferecer, a Europa tentava apelar para a ideia de que a água seria como o oxigênio, um recurso de todos os seres humanos. Mesmo assim, Jeremias Boaventura se manteve firme, agradando a opinião pública e colocando o Brasil no centro do mundo depois de muitos anos no ostracismo político.

 

     Sem sucesso na ONU, os europeus não tiveram outra saída a não ser ceder as ofertas do Oriente Médio. Os muçulmanos então resolveram mudar os planos. Em um reunião conhecida como Pauta Bomba, os árabes tentaram convencer os europeus a invadirem o Brasil pela Guiana Francesa, tomar o estado do Amapá e ir até Manaus. Relutantes, os líderes da UE não aceitaram ir para o front. O plano do Oriente Médio era subsidiar a Europa com armamento, fazendo o continente europeu ficar enfraquecido para ser facilmente dominado pelos próprios muçulmanos. A União Europeia resolveu buscar uma nova saída.

 

     Percebendo os interesses americanos no conflito e a aproximação que a Rússia estava tendo com a Venezuela, único país da América Latina que vivia sob regime comunista, os europeus tiveram um plano. Incentivaram os russos a protegerem a Venezuela dos americanos para que eles tivessem o controle sobre o petróleo venezuelano e, de quebra, ajudarem os franceses a invadirem o estado do Amazonas através dos revolucionários do ditador comunista e presidente da Venezuela, Nelino Marcusi. O Oriente Médio se manteve interessado no conflito e, junto com a Rússia, forneceram armas para os revolucionários venezuelanos que deveriam dominar a Amazônia. Assim que tomassem Manaus, a Europa assumiria o controle, o Oriente Médio continuaria subsidiando o conflito e a Rússia controlaria o mercado petrolífero da Venezuela. Para Nelino Marcusi, foram oferecidos armamentos suficientes para que ele dominasse o resto da América do Sul e expandisse seu regime. Prevendo a reação dos Estados Unidos, a Rússia convidou a China que, com claros interesses comerciais, aceitou entrar em guerra contra os americanos se fosse necessário. Esse acordo ficou conhecido como O Tratado Vermelho.

 

     No dia 01 de abril, os venezuelanos promoveram o primeiro ataque ao território brasileiro. Beneficiando-se da fraca proteção nas fronteiras, invadiram Roraima pela cidade de Pacaraima. O Ataque da Mentira, em alusão ao dia da mentira, causou mais de 500 mortes, todas elas de civis brasileiros. A resposta do Brasil veio imediatamente com a retirada de sua embaixada da Venezuela e o sequestro do embaixador venezuelano que só seria solto após pronunciamento oficial de Nelino Marcusi pedindo a retirada dos guerrilheiros da pequena cidade roraimense. Rapidamente, os guerrilheiros avançaram e, dois dias depois tomaram Boa Vista em um conflito menos sangrento que o anterior, pois a cidade foi tomada de assalto com ajuda de nativos.

 

     Os índios de Roraima lutaram do lado dos venezuelanos depois que o presidente Boaventura autorizou indústrias mineradoras a explorarem as riquezas minerais que ficavam dentro de reservas indígenas. Não contentes com o progresso que a exploração causaria para o país, os índios produziam pequenos ataques aos produtores e empresários locais, tornando a região de Roraima extremamente perigosa. Com a investida dos guerrilheiros venezuelanos ao Brasil, os nativos resolveram apoiá-los lutando ao lado deles, oferecendo esconderijos e mantimentos. Assim que Boa Vista ficou sob o domínio venezuelano, Jeremias Boaventura mandou o exercito brasileiro contra-atacar. A batalha de Boa Vista ficou marcada por expor a fragilidade do exército nacional na época. Os guerrilheiros, com armamento bem mais sofisticado, conseguiram derrotar os soldados brasileiros em menos de dois dias de batalha, forçando o Exército a se retirar. Houve cerca de 3 mil baixas do lado brasileiro e apenas 150 do lado venezuelano.

 

     A opinião pública pressionava Boaventura por uma resposta mais enérgica e pedia que o embaixador da Venezuela fosse morto em resposta à Batalha de Boa Vista. Além disso, a pressão para invadir e retalhar o país de Marcusi crescia a cada dia na internet, com milhares de brasileiros se oferecendo para serem convocados. Após um pronunciamento em sua página no Facebook, o presidente brasileiro decidiu executar o embaixador venezuelano em praça pública. Se o ditador Marcusi não retirar seus terroristas do nosso território em 48 horas, eu mesmo executarei seu embaixador! Essas palavras ditas por Boaventura reverberaram na ONU que imediatamente se manifestou com uma nota de repúdio ao presidente brasileiro.

 

     Sem nenhum tipo de efeito no conflito, a ONU apelava para uma reunião entre os países envolvidos, mas nem Boaventura e nem Marcusi aceitaram se encontrar. De um lado, o ditador venezuelano debochava do presidente do Brasil, de outro, Boaventura dizia se negar a fazer acordo com um terrorista. No dia 06 de abril, Marcusi foi até a principal TV Estatal venezuelana e fez um pronunciamento: Nós iremos retirar nossas tropas guerrilheiras de Boa Vista em cinco dias e esperamos que o prazo seja respeitado pelo presidente brasileiro e que o mesmo poupe a vida de nosso embaixador. Imediatamente Boaventura solta uma mensagem no Twitter: Vocês têm três dias para saírem do nosso território! #ForaComunismo #SaiaDoNossoBrasil.

 

     Marcusi não se importou com a mudança de prazo. O ditador venezuelano queria apenas ganhar tempo para dar continuidade em sua estratégia de dominação. Seu plano era ter tempo o bastante para chegar até Manaus. Sua estratégia funcionou e em 09 de abril, os guerrilheiros Venezuelanos chegaram à capital do Amazonas. A resistência do exército brasileiro foi rapidamente dominada pelos venezuelanos e no dia 10 de abril, Manaus estava sob domínio comunista. Boaventura cumpriu sua palavra e no dia seguinte executou o embaixador venezuelano com um tiro direto na cabeça. A execução foi transmitida pelo You Tube e teve a maior audiência da plataforma no Brasil, com 40 milhões de acessos ao vivo. O ato acalmou a opinião pública e o presidente recebeu milhões de recados de apoio pela internet e a hashtag #MeuApoioAoPresidente ficou em primeiro lugar nos trending topics mundial.

 

     Enquanto isso, manifestantes de esquerda criticavam Boaventura e marcaram uma manifestação no Largo da Batata, em São Paulo, pedindo o fim do conflito. A manifestação fracassou, pois qualquer apoio contra o presidente era vista como traição pela maioria da população. Os esquerdistas ou apoiavam o país ou apoiavam os inimigos declarados da nação. Rapidamente, manifestações contra Boaventura foram sufocadas e cada vez mais brasileiros se convenciam que não era uma questão partidária e sim uma questão de sobrevivência contra nações inimigas.

 

     Com a derrota em Boa Vista e em Manaus, devido à fragilidade do exército brasileiro, Boaventura foi buscar oficialmente o apoio da Casa Branca. Em um pedido formal feito por telefone ao presidente Templeton, Boaventura solicitava ajuda aos norte-americanos para a retomada de Boa Vista e Manaus. Temendo a repercussão na ONU, os EUA disseram que não poderiam intervir sem antes o Brasil declarar guerra à Venezuela. Do lado Vermelho, por sua vez, a Europa iniciou o envio de soldados para guarnecer Manaus no dia 15 de abril. O movimento ficou conhecido como Domínio da Floresta. Com a aparição da Europa no conflito, ficava claro que as batalhas foram arquitetadas pela União Europeia por causa da crise hídrica.

 

     Durante cinco dias, o governo brasileiro tentava convencer os EUA a entrarem de vez no conflito sem precisar declarar guerra, mas manifestações pelo país fizeram Boaventura mudar de ideia. Com o domínio de Manaus pelo Bloco Vermelho, parte da produção e distribuição de produtos pela Zona Franca para o resto do país foram comprometidas. Manifestações começaram a eclodir em todo o país pedindo pela retomada de Manaus e a declaração de guerra pelo presidente. Milhares de pessoas tomavam os principais lugares do país vestidos de verde, em alusão ao exército. Estamos indo para a rua, porque estamos prontos para a guerra! Diziam os manifestantes. Os manifestantes nomearam seus protestos de Movimento Verde.

 

     Após cinco dias de manifestações intensas do Movimento Verde que, a cada passeata abarcava mais pessoas, o presidente Jeremias Boaventura anunciou que faria um pronunciamento oficial no dia seguinte sobre o assunto. Amanhã a decisão que mudará nossa história será anunciada. #MovimentoVerde #ProntosParaGuerra. Publicou Boaventura em seu Twitter. No dia 21 de abril de 2021, pela TV, o presidente da República, Jeremias Boaventura, declarou guerra à Venezuela em um dos pronunciamentos de maior audiência da história. O Brasil declara guerra à Venezuela!

Última atualização, 21 de março de 2055.

 

Onisciente

Conteúdo disponibilizado nos termos do Governo Federal

onisciente.gov.br “O conhecimento na palma de sua mão”.

ONISCIENTE

© 2020 por FELIPE SCHADT.

This site was designed with the
.com
website builder. Create your website today.
Start Now